Saiba mais sobre a lesão do francês, que está fora da temporada 2024/2025 da NBA
O San Antonio Spurs sofreu, no início da madrugada desta quarta-feira (de Brasília), mais um revés na temporada regular da NBA (liga profissional norte-americana), desta vez para o New Orleans Pelicans, pelo placar de 109 a 103. A derrota foi a terceira seguida da equipe que vem sendo comandada pelo auxiliar Mitch Johnson, enquanto o técnico Gregg Popovich se recupera de um derrame. Além do treinador, os Coyotes ainda lidam com a ausência de Victor Wembanyama, que foi diagnosticado com uma trombose venosa profunda no ombro direito.
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Por conta do problema, o pivô perderá todo o restante da temporada, o que complica ainda mais a situação do Spurs, que ocupa somente a 13ª posição na Conferência Oeste e vê a classificação para os playoffs cada vez mais longe. Titular em 46 jogos na temporada, Wemby tem média de 24 pontos e 11 rebotes por partida, além de ter sido vice-campeão olímpico com a França.
Relembre a lesão
No dia 20 de fevereiro (quinta-feira), logo após a primeira participação do jovem no All-Star NBA, o San Antonio Spurs divulgou um comunicado anunciando que Wembanyama ficaria de fora do restante da temporada regular por conta da trombose venosa profunda. O tratamento é demorado justamente pela prioridade em melhorar a circulação, evitar complicações e restaurar gradualmente a função do membro. O foco é garantir a segurança, evitar a progressão da trombose e promover o retorno à prática esportiva.
Segundo Hygor Siqueira, fisioterapeuta da Seleção Brasileira e associado à Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), tratamentos como exercícios de mobilidade, terapia manual leve (drenagem linfática para redução de edema) e atividades de fortalecimento muscular e flexibilidade são indicados para melhorar a função do membro sem causar sobrecarga vascular.
“Todos e quaisquer exercícios devem ser realizados com alguns cuidados e precauções, sempre com monitoramento constante, estando atento a sinais de complicações como dor intensa, edema súbito e alterações respiratórias. Todo programa deve ser realizado com a supervisão da equipe multidisciplinar. Exercícios intensos ou movimentos bruscos devem ser evitados até que o risco de complicações seja mínimo. A fisioterapia, quando bem planejada e ajustada à evolução clínica, ajuda a garantir uma recuperação segura e eficiente, permitindo que o jogador de basquete volte às suas atividades esportivas o mais rápido possível”, explica o profissional.
Vale lembrar que, mesmo sendo uma lesão incomum em jogadores de basquete, é possível que Wembanyama retorne ao esporte em alto nível. O importante é seguir uma abordagem de reabilitação estruturada e multifásica, com foco inicial na proteção e mobilidade controlada, seguido de restauração de força e função por meio de exercícios de mobilidade ativa, fortalecimento gradual e técnicas auxiliares, como drenagem linfática manual. Já na fase avançada, aplica-se o fortalecimento funcional e treinos específicos que preparem o atleta para as demandas do basquete, como detalha o fisioterapeuta.
“O retorno ao esporte deve ser progressivo, iniciando com treinos de baixa intensidade e evoluindo para testes funcionais antes da liberação completa. Em longo prazo, o acompanhamento contínuo da circulação e a prevenção de lesões por sobrecarga são fundamentais para evitar recorrências. Com essa abordagem, o jogador pode retomar suas atividades com segurança, minimizando riscos e preservando sua saúde”, conclui Hygor Siqueira.